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  • 60 MIL PESSOAS MORRERAM ENTRE 1903 E 1980 NO MAIOR HOSPITAL DA LOUCURA DO BRASIL

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    Em seu programa de Educação Patrimonial a ACAM levou os participantes a conhecerem um dos locais mais chocantes e polêmicos de nossa história recente: O museu da loucura em Barbacena 

    Cada época tem sua maneira própria de ver o mundo. Ao analisar uma época temos que nos inserir no seu contexto. Essa é a primeira lição para os alunos do curso do nosso curso de educação patrimonial, segundo Gabriel Cunha, membro da diretoria da ACAM, Associação de Caçadores de Assombração de Mariana, que faz um trabalho voluntário em prol da história e folclore regional. Dia 23 de junho aconteceu a visita ao Museu da Loucura em Barbacena, onde funcionou de 1903 a 1980 o hospital Colônia, que recebia pessoas de todo Brasil com comportamentos diferentes, não eram só os considerados loucos, mas as moças solteiras grávidas, ou homossexuais, ou até inimigos políticos. O hospital era misto de manicômio e prisão. O grande diferencial era a forma que os internos eram tratados, chegando a ter cerca de 5 mil pessoas vivendo muitas vezes nus, ou com o azulão, um camisão. Não existia cama, eram dormitórios coletivo de capim. Famílias abandonavam pessoas ali para serem esquecidas. Os mais violentas sofriam a lobotomia, retirada de parte do cérebro e virara vão quase zumbis.

    Mas muitas histórias de amor e superação também: ex-funcionária do hospital Colônia Francisca Moreira dos Reis hoje trabalha no Museu da Loucura e diz que adotou crianças nascidas ali. “Chegavam moças grávidas e elas sabiam que não iam sair dali, e pediam pra gente ficar com seus filhos quando nascessem. Trabalhava na cozinha, o cardápio era arroz, feijão e macarrão, todo dia, sendo carne e ovo uma vez por semana”. Naquela época não havia tratamento apenas contenção dos doentes mentais. No Museu podemos ver essa história toda.

    O Museu funciona de quarta a domingo e a entrada é gratuita. Tel: 32-3339-2167.

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