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  • Comando da Aeronáutica Brasileira registrou 662 ocorrências de OVNIS de 1954 a 2000

    | Cliques: 553 Comando da Aeronáutica Brasileira registrou  662 ocorrências de OVNIS de 1954 a 2000

    Um piloto teve mudar curso do avião e relatou avistamento de OVNI como motivo. Controladores do Rio de Janeiro e depois de Santos identificaram luz no céu, que foi confirmada por radar. Abdução de Professor em São Paulo. Essas e outras ocorrências sobre avistamento de OVNIs foram registradas por militares, pilotos, controladores de voo e estão disponíveis para consulta no site da biblioteca nacional.

    Para quem é curioso e dedica-se a pensar sobre ufologia, OVNI, apesar de farto material surgir em todo mundo sempre se esbarra na credibilidade dos depoentes, das fotos e filmagens. A Aeronáutica criou em 1969 o SIOANI - Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados - dentro da Quarta Zona Aérea da FAB, em São Paulo - hoje denominado IV COMAR.

    O Arquivo Nacional traz registro de 662 ocorrências catalogados pelo SIOANI entre 1954 a 2000 abertos a consultas on line.

     Esse é um rico acervo de documentos  sobre ocorrências consideradas como OVNIS para o público interessado. O arquivo ainda é pouco explorado pois muitos ainda preferem relatos fantásticos do que leitura atenda de ocorrências e estatísticas vindo de uma fonte confiável.

    As ocorrências de OVNIs registradas pelo COMADRA disponibilizadas on line site da Arquivo Nacional trazem um porto seguro para quem gosta de ufologia com base sólida principalmente neste tempo de Internet, onde multiplicam-se os fatos e os fakes.

    Chama atenção dentre o vasto arquivo sobre OVNIS um resumo estatístico feito pelos militares do Comando da Aeronáutica do Brasil sobre os 662 casos, pois é grande importância para entender a casuística desse fenômeno no Brasil, um dos poucos países a admitir o registro desse tipo de ocorrência feito por profissionais da aviação e a divulga-los.

    Os registros são originários de diversas forma de observação, desde pilotos em voo, militares no solo, identificados por radar, por controladores de voo e por de torres de controle de tráfego aéreo.

    O COMADRA transformou os dados em estatística para melhor entender o fenômeno, classificando por forma do objeto, horário de avistamento, estado, ano, horário e modo de identificação pelas testemunhas.

    FORMA DOS OVNIS: A descrição de 208 OVNIS visto pelas testemunhas foi em forma de luz forte envolvendo o objeto circular (31,27% do total). Em forma de estrela foram vistos 54 (8,16%), oval 64 (9,67%), forma de chapéu 28 casos (4,23%).  A forma triangular foi observada em 11 casos (1,66%), e retangular em 07 casos (1,06%) além de alguns casos as testemunhas não saberem identificar a forma.

    HORÁRIO: O horário da observação descrito nas ocorrências de avistamento de OVNIS mostra que maioria aconteceu entre 18 horas e meia noite, 268 casos (43,5%), seguido por meia noite as seis da manhã 221 casos (33,36%).

    VISUALIZAÇÃO: Maioria das vezes, 75%, o OVNI foi visto a olho nú, com 500 casos no total (75%). Devemos considerar que entre 1950 a 2001 poucas pessoas tinham acesso fácil a máquinas fotográficas e filmadoras, diferente de hoje que os celulares andam no bolso e podem fotografar e filmar. Mesmo assim 17 das ocorrências com OVNIS foram filmadas.  Foram fotografados 34. Foram identificados por radar em 36 ocorrências.   Ainda houve três casos aqueles que conseguiram tanto fotografar e filmar o OVNI, o que revela a vontade do observados em registrar o evento, para comprovar seu depoimento ou para estuda-los posteriormente; o que não foi feito.

    Os dados revelam que 13 casos registraram “contato com ET” não especificando a forma de tal contato, como no registro relato do professor João Freitas Guimarães. Ele visitava a trabalho a cidade de São Sebastião no Estado de São Paulo, e um passeio noturno na praia que ele viu submergir da água um objeto muito grande e esférico de onde saíram dois tripulantes. Eles eram altos, pele e olhos claros. Usavam uma espécie de macacão verde que se estreitava na altura do pescoço, punhos e tornozelos. E segundo depoimento do professor o convidaram para dar uma volta na nave. A comunicação foi estabelecida por meio de telepatia. Durante cerca de 40 minutos ele viajou no disco voador. Um outro encontro foi marcado para dali a um ano no mesmo lugar. Mas com a divulgação do caso os novos amigos talvez ficaram inibidos de comparecer ao segundo encontro.  

    OVNI POR ESTADO: São Paulo é o terceiro Estado onde mais se registraram ocorrências pelo COMAR de 1954 a 2000, com 100 relatos, totalizando 133 ocorrências.  O Estado do Pará é onde foram registrados maioria dos avistamentos catalogados pela Força Aérea, 133, totalizando 20,09% dos casos, seguido do distrito federal com 101 casos (15,28%). Paraná também revelou quantidade significativa de casos 83 (12,54%). Minas Gerais e Rio Grande do Sul tiveram mesmo número de casos 44, (6 %). Acre, Alagoas e Rondônia, Rio Grande do Norte tiveram apenas um caso reportado.

    ANOS EM QUE SE MAIS REGISTROU OCORRÊNCIAS DE OVNIS: A maioria desses registros foi feito durante o ano de 1977 e 1978 somando 148 ocorrências 22,3% do total, seguido pelos anos de 1996 e 1997 com 121 ocorrências, significando 18% do total durante o período apurado de 1954 a 2000).Ainda hoje há um receio de registro de OVNIs pelos profissionais especializados: militares, pilotos, controladores de voo muitas vezes temem serem afastados do serviço ou enviados a avaliação psicológica, pois podem alegar fatores de saúde para tais visões. Portanto esses 662 registros coletados foram feitos por pessoas de grande coragem com plena certeza do viram.

    OVNI MUDA ROTA DE AVIÃO: Como por exemplo a ocorrência que fez piloto mudar curso avião, uma das primeiras registradas, no dia 06 de agosto de 1954,  pelo comandante Nagib, co-piloto Ruthilo e rádio telegrafista Rafael tripulantes do Voô da Varig, cargueiro, voando do Pará ao Rio de Janeiro. Leia o relato:

    “Decolamos de P.A. ( Pará)  às 17: 17hrs (local.) com PLN aprovado 2100 ,MTS G VD-1 FI. 250 FA ST 2100 VD-3 RJ.  Após a passagem de FL ( 18:18  hs),  avistei forte luminosidade à esquerda da aeronave, que logo desapareceu, não ligando eu ao fato. Na altura de Guaratuba, avistei novamente forte luminosidade ainda a esquerda da aeronave, desaparecendo novamente. Após, talvez, de Paranaguá,  que se deu às 18:55 hrs ( horário local ), avistei novamente a mesma luminosidade  aparentemente amarela) ainda a esquerda da aeronave, aproximadamente 3000 mts entre minha aeronave e a VD-3. Chamei a atenção da  tripulação e todos observamos o seguinte: Variação de velocidade, altura e luminosidade, sendo que a velocidade e altura bem intensas.  Ora estava á minha frente mais baixo, ora  atrás mais alto, sempre a esquerda; apagamos todas as luzes de bordo è nos comunicamos (com  controlador de vôo)  que vinha na altura de JV, o objeto não foi avistado pelo VBX , transmiti ao VDX todas as evoluções do objeto; consistindo do seguinte: subida - vertical rápida, movimento para traz mantendo altura; após rápido instante surgia a minha frente mais baixai sendo que a luminosidade era mais fraca, porem constante) o objeto não foi perdido de vista até a posição Atlântico, quando penetramos abaixo de uma camada de AS (altura aproximadamente 2.400 mts) desaparecendo, e não sendo mais visto. A variação de luminosidade, altura e velocidade eram bem distintas e nos impressionou sobremaneira, resolvendo eu pousar S.Paulo.”

    E analisando outros relatórios de ocorrências podemos observar certa sequência no avistamento, por exemplo nos relatórios de 24 de abril de 1986, quando controladores de vôo viram luzes nos céus do Rio de Janeiro às 00:40.

    Dez minutos depois foi a vez dos controladores de Santos fazerem a mesma identificação, colocando como testemunhas várias pessoas. As 01:15 da manhã novamente os dois controladores no Rio de Janeiro voltaram a vez a luz. Já no dia seguinte ás 00:20 o radar utilizado para controle de tráfego aéreo acusou o objeto sobrevoando o Rio de Janeiro novamente.

    Tudo isso nos revela que há muito para descobrir, e que o Governo, as Forças Armadas, exército e aeronáutica podem sim contribuir muito com a discussão dos OVNIs. Quanto mais rápido essa questão da ufologia for tratada com a seriedade e transparência devida mais rápido a entenderemos na sua complexidade, dissipando assim manipulações de aproveitadores que apenas desejam espetacularizar o assunto para auferir lucros.Torna-se necessário existir um fomento para que uma força tarefa multidisciplinar para estudar ufologia  um dia consiga responder as perguntas feitas pela sociedade.

    Autor:

    Leandro Henrique dos Santos Presidente da ACAM-Mariana

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