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  • MÚMIAS DE NAZCA E OS PARASITAS DA UFOLOGIA

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    Paulo Baraky Werner

     Um dos motivos para a criação da revista OVNI PESQUISA foi lutar contra o sensacionalismo e a picaretagem na Ufologia. Na condição de editor da mesma, não tenho outra palavra para descrever o que se segue como "nojo". Nojo desta Ufologia nacional que tenta transformar um tema circense em algo sério. Os que estavam envolvidos nesta PICARETAGEM deveriam ter vergonha na cara. Abandonar a Ufologia, todos aqueles que deram espaço para esse palhaçada. Tanta coisa importante para publicar, pesquisar, e ainda dão espaço para o Jaime Mausan, o qual nem vou perder meu tempo em denegrir. Ele próprio consegue essa façanha. Parabéns a todos os que ajudaram a divulgar essa idiotice. E lamento o nível em que chegamos. A Ufologia nacional desceu a ladeira. Se tivesse dado crédito a esse embuste, nunca mais faria nada na Ufologia. Tenho vergonha na cara. É um desabafo...me perdoem. 

    Não como editor da OVNI PESQUISA, mas como um pesquisador que batalha pela Ufologia há mais de 27 anos.

     

    Entrevista de Paulo Werner ao jornal O ESPETO:

    Jornalista ilustrador, natural de Belo Horizonte, é escritor e consultor de arte de várias publicações, dentre elas, o jornal O ESPETO. Na ufologia, é conhecido em todo o mundo, pois é considerado um dos pesquisadores mais atuantes do Brasil, e é diretor do Cipfani – entidade criada em 1991. Paulo Werner, em parceria com outros consultores, vai lançar no final de abril, em Mariana a revista OVNI Pesquisa. Publicação dedicada ao estudo dos fenômenos aéreos não identificados, com uma proposta inovadora, que é abordar o tema de uma forma estritamente científica.

    O ESPETO - Quando começou seu interesse por ufologia?

    Paulo Werner - Desde sempre, creio. Mas em 1991, decidi criar um grupo apenas para troca de informações. E um ano após, criamos o informativo UFOnews. No princípio, bem amador, contendo basicamente textos próprios e notícias de jornais. Depois, o grupo mudou a sigla para Cipfani – Centro de Investigações e Pesquisas de Fenômenos Aéreos Não Identificados. E começamos a realizar expedições pelo interior de Minas, em busca de evidências sobre a presença do fenômeno OVNI.

    O ESPETO - Nestes anos de pesquisa o que te chamou atenção?

    Paulo Werner – Antes de iniciar minhas pesquisas em campo, lia tudo o que saia na mídia especializada. O trabalho de Antônio Faleiro, de Passatempo MG, serviu de base para compreender alguns mecanismos de atuação deste fenômeno. Assim como o trabalho do falecido Húlvio B. Aleixo. Em contrapartida, lia também, as críticas dos cientistas, em especial – astrônomos. E conhecendo também, essa visão cética, notei a necessidade de adotar critérios rígidos de conduta. E ao contrário dos detratores do fenômeno OVNI, eu fui a campo. E durante mais de 20 anos, percorri quase todo o território Mineiro. Entrevistei testemunhas, coletei evidências, analisei vídeos e fotos, e cheguei a uma conclusão: O fenômeno que se apresenta em várias formas, conhecido popularmente como “discos voadores” é real. E essa realidade pode ser traduzida em boa parte, em uma atividade furtiva e agressiva. Centenas de casos, demonstrando o total desprezo dos ocupantes destas aeronaves desconhecidas com seus contactados. E isso, nos chamou a atenção. Essa face obscura, até então obliterada pela chamada ufologia avançada, ou mística como preferem. Que enxergam esses seres como entidades divinas, avançados. Mas, esquecem que avanço tecnológico não significa propriamente uma evolução moral compatível. Basta usar como exemplo, os espanhóis na América do Sul, que foram recebidos como “deuses” e fizeram um extermínio nas populações Astecas. Uma prova de que uma civilização mais avançada pode sim, ser uma ameaça potencial.

     

    O ESPETO - O que pretende com o lançamento dessa revista especializada em  ufologia?

    Paulo Werner – Reunir pesquisadores interessados em divulgar uma ufologia com mais critério e também abordar o tema de uma forma estritamente científica. A ufologia, é uma pseudo-ciência, porém, podemos utilizar procedimentos e consultoria de cientistas especializados em várias áreas, dentre elas a física, astronomia, medicina e tantas outras disciplinas, que estão de certa forma interligadas ao fenômeno. Há no meio ufológico, uma pequena parcela que exalta o conhecimento subjetivo e condena a ciência, alegando que ela “não aceita” o fenômeno OVNI e suas variações. A ciência não é democrática, felizmente. Centenas podem acreditar que um ET se manifestou em um sessão mediúnica, mas, se apenas um observador, conseguir uma foto, ou vídeo de um objeto, aquela simples prova, terá mais peso do que 200 depoimentos de um alegada “canalização”. E é neste ponto, que a OVNI Pesquisa quer focar. No peso da pesquisa de campo, e nas evidências. A revista terá consultores com grande experiência na área, dentre eles, o amigo Albert Eduardo, que lançou em 1987 a primeira revista sobre o tema – a Revista Ufológica, que reuniu na época, grandes pesquisadores mineiros. Antes mesmo do lançamento, já recebemos centenas de e-mails solicitando assinaturas. E isso mostra que há espaço para todos. E esperamos que a OVNI Pesquisa seja uma referência dentro da ufologia.

    O ESPETO – Dentro desta visão, a ufologia mística não terá espaço na publicação, isso?
    Paulo Werner – Existem várias publicações e livros sobre a “ufologia avançada”. Há uma saturação, desgaste natural, depois de décadas de teorias mirabolantes. Ninguém aguenta mais ler manchetes como “2018 – o ano do contato definitivo”. Isso já deu, e demonstra falta de respeito com o público leitor. A busca da verdade na ufologia não pode ser um comércio, puro e simples. O ceticismo é mais benéfico para a ufologia do que velas acessas para Ets. Em mais de 70 anos, os místicos nunca produziram nada que agregasse valor ao estudo do fenômeno. Apenas contribuiu para a desmoralização de um tema que sempre foi visto com reservas pela sociedade. A ufologia que todos conhecem, com toda a sua metodologia, estatísticas, classificações de contatos, registros de modelos de naves e de seres, é fruto exclusivamente da ufologia “científica”. Tudo o que vier fora deste contexto, será descartado. Não vamos prometer contatos com ETs e nem canalizações com seres de outras dimensões. Vamos apenas dar continuidade ao trabalho. Que sempre foi pautado pela seriedade.

    O ESPETO – Acompanhando a repercussão da divulgação da revista nas redes sociais, notamos que há muitas críticas. Como você encara isso?

    Paulo Werner – Com naturalidade. Mas na realidade, as críticas nem são tantas. O que causou espanto, foi o fato de um lançamento de uma nova revista. Não viemos para fazer concorrência, até porque, concorrente faz o mesmo, e isso com certeza não vai acontecer. O que pesa a favor da nossa publicação, é o currículo dos nossos consultores. Não há dentre eles, abduzidos, ou que alegam que ETs sejam anjos, ou que povoam Marte. Não temos aqui, quem confunda balão de festas com discos voadores. São pesquisadores que encaram a coisa de uma maneira diferente. E com certeza as críticas, continuarão a acontecer. E é isso que nos motiva. Não buscamos elogios, apenas reconhecimento.

    O ESPETO - Quando será o lançamento e onde ?

    Paulo Werner – Mariana (MG) tem uma rica casuística, além de ser cercada por lendas e mistérios. E recentemente, o Cipfani realizou algumas palestras na cidade. A Acam nos recebeu de braços abertos. Sendo assim, aceitamos o convite para lançar a revista em Mariana, com o total apoio do jornal e da Acam. A data, dia 28 de abril. O local ainda está sendo analisado.

    O ESPETO - Já participou de pesquisas em Mariana? o que achou?

    Paulo Werner – Não me espantou o volume de casos registrado nesta região. Mas, a partir de agora, com uma equipe preparada, iremos fazer um levantamento minucioso de todos estes relatos. Que são fantásticos. Assim, quando o turista vier conhecer a história do ouro das Minas Gerais, vai descobrir também que não só o subsolo esconde surpresas, mas também o que está acima.

    O ESPETO - Como entrar em contato para receber o primeiro exemplar da revista?
    Paulo Werner – O interessado pode fazer o pedido pelo e-mail: cipfani@hotmail.com e pelo site (em construção) www.ovnipesquisa.com.br. Além de acompanhar as atividades pela página oficial do Cipfani no Facebook. Mas lembrando que serão apenas 500 revistas. Portanto, quem quiser receber, tem que fazer a reserva. A revista será trimestral, e poderá ser lida pelo site.

    O ESPETO – Obrigado pela entrevista!

    Paulo Werner – Agradeço a oportunidade e espero que possamos dar continuidade a esse importante projeto. E aguardo a presença de todos no lançamento da revista. Abraços!

    Foto de Nelio Rodrigues

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