ACAM MG
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  • Aniversario de Júlio Vitor Guimarães/ Passagem de Mariana

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    Distrito do município de Mariana. Fica a meio caminho, entre Ouro Preto e Mariana. Em 13 de julho de 1696 os bandeirantes descobriram ouro no Morro Santo Antônio, onde foi um dos primeiros e mais importantes locais de exploração do ouro em Minas Gerais, cuja área faz parte do Parque Arqueológico de Mariana. Fazem parte do Morro Santo Antônio centenas de ruínas de casas, mundéus, ponte, centenas de minas, algumas com escadarias.
    No Morro Santo Antônio foi levantada nos primeiros anos da mineração, primeiramente, a capela de Santo Antonio do Morro, na fazenda do Tenente Coronel Maximiano de Oliveira Leite; chegou a ser curada, mais depois da morte daquele sertanista e minerador, entrou em decadência e passou a ser apenas capela particular da fazenda. Foi, então construída em outro lugar mais cômodo. Outra capela, tendo por orago NSª da Glória, que passou a ser curada.
    O distrito da Passagem foi suprimido pela lei nº 116, de 9 de março de 1839, incorporado seu território ao de Mariana. O decreto nº 155, de 26 de julho de 1890, elevou a distrito de paz o policial da Passagem. A denominação Passagem foi mudada para Passagem de Mariana, pelo decreto-lei nº 148, de 17 de dezembro de 1938. A Paróquia foi criada por provisão de 15 de abril de 1941.
    O que deu vida á pequena vila é a mina, explorada ainda hoje com vantagem. A exploração do ouro ali, data dos tempos das bandeiras. Muitas datas foram concedidas, desde 1729; mais tarde, adquiriu o ouro por muito tempo, sendo, após sua morte, os terrenos levados á praça, em 1819; foram arrematados pelo barrão de Eschwege. Organizou este a sociedade mineralógica da Passagem, com muitos anos, foram interrompidos os trabalhos e vendida a propriedade a um inglês, Thomas Bawden, que logo em seguida, a revendeu à Anglo-Brazilian Gold Compani Ltd., em 1859 esta companhia adquiriu mais três propriedades vizinhas, as lavras do Fundão, do Paredão e de Mata cavalos; durante mais de meio século, explorou as minas a companhia inglesa, com resultados compensadores. Ultimamente, passou a pertencer a Brasileiros.
    A mina da Passagem em seu auge teve 5 mil empregados, espalhados em diversos “bom será”, barracões com vários quartos, num lado banheiro, do outro pia para lavar roupas. Tinha os bom serás dos casados e dos solteiros.
    Passagem também tinha grande número de imigrantes, italianos que moravam no Fundão, tinha ainda a Vila Portuguesa, Vila Espanhola e a Vila Alemã. Todos conservam o nome somente a Vila Alemã virou Vila São Vicente.
    Passagem teve o primeiro sindicato do Brasil, fundado pelos italianos anarquistas, e fundaram a primeira associação trabalhista a Mútuo Socorro, para socorrer as viúvas, pois não existia aposentadoria.
    Passagem foi a primeira cidade de Minas a ser iluminada por luz eletrica, que foi fornecida de graça pela Compania Minas da Passagem até 1984.
    Passagem teve o primeiro Hospital com aparelho de raio X da América Latina, hospital construído pelos ingleses, na rua hoje chamada Rua do Hospital ( oficialmente para homenagear a mulher do dono da Compania mudaram o nome da rua para rua Yolanda Guimarães, mas o nome popular continua, é mais conhecida como Rua do Hospital.
    Passagem tinha no século XX fábrica de cerveja, de arsênico, de gelo, lactário, hoteis. Duas Igrejas, Anglicana ( Igreja dos Ingleses e seu cemitério, hoje em ruínas) e a Igreja n. Sra da Glória.
    O Morro Santo Antônio, no Alto de Passagem é onde começaram a ser construidas as primeiras casas.