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MARIANA: história e cultura de Minas começaram aqui

Mariana é a primeira cidade de Minas Gerais, primeira capital, primeiro bispado, primeira escola, sendo Passagem a primeira cidade com luz elétrica e a ter aparelho de raio-X da América Latina ( no Hospital de Passagem), primeira Câmara, primeira cadeia, primeiro pelourinho, primeira forca ( no bairro São Pedro) . Por essas e outras é conhecida como primaz de Minas Gerais.
Quando os bandeirantes paulistas de Taubaté descobriram ouro abundante em Marina e região no ano 1696 aconteceu uma corrida para explorar os rios e morros como nunca se viu no Brasil! De repente chegaram mais de cem mil pessoas sem qualquer planejamento, levando Dom João V a proibir proibir a vinda de portugueses para o Brasil com medo do esvaziamento de Portugal. Deram o nome de Vila do Carmo, de devoção do rei Dom João V, sendo oficialmente comunicado a Coroa no dia de 16 de julho de 1696, dia de Nossa Senhora do Carmo.
Porém os pioneiros que aqui chegaram enfrentaram obstáculos em busca do sonho dourado. Sem plantações, ou cidades vizinhas, logo uma galinha passou a valer seu peso em ouro ! Foram construindo aglomerados que deram origem aos povoados diversos da região.
Batizando-os com nomes dos bandeirantes como Bento Rodrigues, Furquim, Mainart, Lopes de Camargos, Miguel Rodrigues, Antônio Pereira, ou de santos de devoção destes como São Caetano
( atual Monsenhor Horta), São Domingos ( Diogo de Vasconcelos), Vila de Nossa Senhora do Carmo ( Mariana), Morro Santo Antônio, Morro Santana em Mariana, ou nomes de tribos indígenas como Acaiaca, Itabirocó, Vargem do Itacolomi, entre outras.
A cidade mais próxima era o Rio de Janeiro, e seguia-se por dois caminhos. Pela Estrada Real, para Rio ou Parati.
O outro caminho levava sentido Vargem, Pinheiros Altos, Bacalhau, Viçosa, de lá sentido Juiz de Fora para o Rio de Janeiro.
Os portugueses contrataram profissionais que já mineravam ouro na Costa da Mina, e também compravam outras pessoas que eram vendidas pelos reis africanos por motivos de conflitos políticos ou guerras.
Uma grande necessidade de mão de obra surgia, atraindo gente de toda parte do reino português.
Mas só com auxílio dos índios conseguiram vencer os sertões e outros índios, lutaram contra a falta de estrutura básica.
Por duas vezes 1702 e 1706 os portugueses foram obrigados a abandonar as minas de ouro e fugir da fome.
Com muitos carregando ouro mas morrendo de fome pelas trilhas, sendo vítima fácil de bandidos.
Testemunha disso é a ponte da Caveira, na estrada real, na saída de Ouro Preto para Lavras Novas, que recebeu esse nome devido aos esqueletos ali deixados das pessoas que eram roubadas.
Logo uma guerra pela posse das minas foi deflagrada, entre os descobridores paulistas e os portugueses, chamada de guerra dos emboabas ( galinha de botas, apelido dos portugueses, pois alguns usavam botas longas para proteger contra cobras, diferentes dos bandeirantes paulistas que como os índios grande parte andava descalço).Em Bacalhau ( Piranga), bairro Liberdade ( Passagem de Mariana) e Vargem – Palmital ( Mariana ) aconteceram as batalhas com maior numero de mortos. Na Vargem os portugueses cercaram e fizeram acordo para que os paulistas e apoiadores entregassem as armas e seriam poupados. Porém depois de entregar as armas foram todos mortos. O local ficou conhecido como Capão da Traição. Outros dizem que esse local fica em Cachoeira do Campo, não se chegando a um consenso.

A CURA PELOS CHÁS, HERVAS E BENZIÇÕES

Nessa época, sem recursos, atendimento médico, utilizava-se rezas, chás e benzições. Muitos preferiam procurar um pajé, benzedeira, bruxa, do que um “físico” como eram chamados os médicos. Fazia parte da realidade do povo várias superstições para cuidar da saúde, tanto para curar como para evitar doenças.
Ainda considera-se atribuição a determinados santos certas especialidades médicas, por exemplo, Santa Luzia cuida dos olhos, São Brás da garganta, São Longuinho da memória, etc.
Como também tem o santo certo para cada pedido, Santo Antônio para casar, São Pedro para entrar no céu, Santa Bárbara para chuva e raios, a lista é longa. Os nomes muitas vezes são escolhidos olhando o santo do dia. Por exemplo, consulte a Folhinha de Mariana pra ver qual é o santo do dia que você nasceu, e assim eram escolhidos muitos nomes. Ainda temos as ervas, chás e unguentos para cada coisa, por exemplo a arruda serve para espantar mau olhado ou olho gordo, mas serve também para espantar ratos e insetos.
Além disso existiam o costume do sétimo filho ser enviado para o seminário estudar para ser padre, senão ia virar lobisomem. E se alguma mulher se envolvesse com um padre iria virar mula-sem-cabeça.
Somos herdeiros desse amalgama cultural e com as superstições vieram os medos para botar ordem na casa.
Mas até que ponto eram superstições as manifestações consideradas sobrenaturais?
As assombrações povoam os medos das pessoas e muitos as veem atravessando paredes, fazendo barulhos, iluminando a noite. Fonte: Livro 21 Lugares mais mal assombrados de Mariana pesquisados pela ACAM

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Publicado em: 08/03/21


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